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Saúde

Caxias inicia na sexta campanha para vacinar crianças contra a meningite

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Serão imunizadas, em duas etapas, crianças de três meses a menos de seis anos; motivo é o alto número de casos de forma grave da doença

Diante do alto número de casos de meningite meningocócica, uma das formas mais graves da doença, Caxias do Sul realizará uma campanha de vacinação indiscriminada de crianças de três meses a menos de seis anos (até cinco anos, 11 meses e 29 dias) residentes no município. O objetivo é bloquear a circulação da bactéria Neisseria meningitidis, causadora desse tipo da doença, e evitar que ocorram surtos. A meningite meningocócica pode levar à morte ou deixar sequelas motoras ou cognitivas, além de causar cegueira ou perda da audição.

A campanha terá início na sexta-feira (25/11) e será dividida em duas etapas. Também haverá vacinação em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Município no sábado (26/11).

A partir desta sexta-feira, serão imunizadas as crianças de três meses a dois anos completos (até dois anos, 11 meses e 29 dias). No dia 2 de dezembro passam a ser contempladas também as crianças de três anos a menos de seis (até cinco anos, 11 meses e 29 dias). O público-alvo total é estimado em 37 mil crianças.

A vacina estará disponível de segunda a sexta-feira em todas as UBSs. Além disso, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) fará ações aos sábados. A primeira delas será neste sábado (26/11), dia de mutirão de saúde do homem, quando todas as UBSs abrirão das 9h às 13h. Assim, os pais das crianças de três meses a dois anos completos (até 2 anos, 11 meses e 29 dias) poderão levar seus filhos para tomar a vacina da meningite da campanha. Outras vacinas que estejam em atraso também poderão ser feitas (não haverá imunização contra covid-19 no sábado). A SMS programa ações também para os dias 03 e 10/12 (informações serão divulgadas oportunamente).

As crianças da faixa etária da campanha contra meningite serão imunizadas com uma dose da vacina ACWY, usualmente disponível no calendário vacinal para adolescentes de 11 e 12 anos de idade e que está sendo ofertada, até junho de 2023, também para os de 13 e 14 anos de idade. A orientação do Ministério da Saúde e do Estado para a campanha com a vacina ACWY em Caxias do Sul deve-se à ocorrência de seis casos de meninginte meningocócica dos sorotipos C e W no Município, sendo quatro nas últimas semanas.

Todos foram causados pela bactéria Neisseria meningitidis. Foram dois adultos e quatro crianças (entre nove meses e quatro anos de idade) infectados. Todos precisaram de hospitalização em enfermaria ou UTI. Uma das crianças permanece hospitalizada em leito de enfermaria. “Pedimos que todos os pais levem seus filhos para tomar a vacina ACWY, que serve para bloquear a transmissão e, caso a criança adoeça, o risco de ter sequelas diminui. A vacina é a forma mais segura de proteger as crianças dessa doença, que pode deixar sequelas severas. E lembramos que meninos e meninas de 11 a 14 anos também devem tomar essa vacina. Embora o risco de adoecer seja menor, eles podem carregar a bactéria e promover a transmissão”, esclarece Anelise Kirsch, infectologista do Controle de Infecção Municipal, acrescentando que os de 11 a 14 podem ser vacinados de segunda a sexta-feira nas UBSs.

A Vigilância Epidemiológica e do Controle de Infecção Municipal realizou medida profilática nas escolas de educação infantil frequentadas pelas crianças infectadas. Todos os contatantes das crianças doentes foram medicados em até 48 horas após a notificação dos casos, como estratégia para frear a contaminação. Também foram revisadas as cadernetas de vacinação de todos os alunos e orientado quanto à higienização dos ambientes e para notificação imediata de possíveis novos casos suspeitos.

Funcionamento da campanha
Público-alvo: crianças de três meses a menos de seis anos (até cinco anos, 11 meses e 29 dias) residentes em Caxias do Sul

Início primeira etapa

25/11 (sexta-feira): crianças de três meses a dois anos completos (até dois anos, 11 meses e 29 dias)
Início segunda etapa

02/12: crianças de três anos a menos de seis (até cinco anos, 11 meses e 29 dias)
Se a criança já tiver tomado a vacina ACWY (disponível na rede particular), deve tomar novamente na campanha?

Sim. Deve apenas esperar intervalo de 30 dias. Se tiver tomado a vacina Meningocócica C (calendário de rotina), também deve esperar 30 dias.
Documentação

Cartão SUS de Caxias do Sul e caderneta de vacinas
Vacinas do calendário de rotina

BCG

Protege contra as formas graves da tuberculose, inclusive a meningite tuberculosa
Esquema vacinal: dose única (ao nascer)
Penta

Protege contra doenças invasivas como meningite, difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.
Esquema vacinal: 1ª dose aos dois meses de idade; 2ª dose aos quatro meses de idade e 3ª dose aos seis meses de idade
Pneumocócica 10-valente (Pneumo 10)

Esquema vacinal: 1ª dose aos dois meses de idade; 2ª dose aos quatro meses de idade e reforço aos 12 meses de idade. A criança de 12 meses que não fez as doses anteriores faz apenas uma dose
Meningocócica C

Esquema vacinal: 1ª dose aos três meses de idade; 2ª dose aos cinco meses de idade e reforço aos 12 meses de idade. Também está disponibilizada, até fevereiro de 2023, para crianças até 10 anos de idade não vacinadas e para trabalhadores da saúde. A criança de 12 meses que não fez as doses anteriores faz apenas uma dose.
Meningocócica ACWY (conjugada)

Protege contra a doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y
Esquema vacinal: uma dose em adolescentes de 11 e 12 anos de idade, a depender a situação vacinal. Até junho de 2023 adolescentes de 13 e 14 anos de idade também poderão se vacinar

Foto por Betânia Ramalho da Silva

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Campanha de Multivacinação 2026 para crianças e adolescentes iniciou nesta segunda-feira em Caxias do Sul

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Com foco na atualização do esquema vacinal dos menores de 15 anos, ação segue até 1º de setembro em todas as UBSs do Município.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) promove mais uma Campanha de Multivacinação. Com foco na atualização do esquema vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos, a estratégia nacional, busca resgatar o público que ainda não recebeu as doses previstas ou que esteja com a caderneta de vacinação atrasada. A ação segue até 1º de setembro, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

 “Muitas vezes uma dose acaba sendo esquecida ou adiada e essa estratégia é uma oportunidade para que as equipes de saúde façam a avaliação da caderneta e completem o esquema vacinal, quando necessário. As vacinas são seguras, gratuitas e representam uma das principais formas de prevenir doenças que podem causar complicações graves, como hospitalizações e até mesmo óbitos. Então, ao vacinar uma criança ou um adolescente, a gente está protegendo não apenas a saúde, mas também contribuindo para uma proteção de toda a comunidade. Vacinar é um ato de cuidado, proteção e responsabilidade. Reforçamos a importância dos pais e responsáveis manter a caderneta de vacinação em dia e procurar as unidades para garantir essa proteção”, pontuou a gerente da Vigilância Epidemiológica da SMS, Andiara Kaefer. 

Imunizações de todo o calendário nacional estarão disponíveis. Porém, agora, com uma atualização. A introdução do segundo reforço da vacina contra poliomilite, para crianças de quatro anos. Com a mudança, o esquema vacinal contra a polio possa ser realizado exclusivamente através da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), aplicado aos dois, quatro e seis meses de idade, com reforço aos 15 meses e agora, também, aos quatro anos. A medida fortalece a proteção das crianças e contribui para manter o país livre da circulação da polivírus.

Atenção – Para vacinar é necessário apresentar a caderneta de vacinação e um documento com CPF da criança e do adolescente.

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Médica-neurologista alerta que saúde do cérebro começa muito antes da velhice

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No Dia Mundial do Cérebro, especialista destaca que sedentarismo, privação de sono e estresse podem acelerar o envelhecimento do órgão, enquanto hábitos saudáveis ajudam a preservar a memória e a autonomia.

O cérebro começa a envelhecer muito antes do surgimento dos primeiros esquecimentos. Por isso, cuidar da saúde do principal órgão do sistema nervoso central não deve ser uma preocupação apenas da terceira idade.

Segundo a médica-neurologista cooperada da Unimed Serra Gaúcha Dra. Paula Caprara Gasperin, diversos fatores do estilo de vida moderno comprometem a saúde cerebral, mas um deles se destaca.

“O principal inimigo do cérebro continua sendo o sedentarismo. Além dele, o uso excessivo de telas, o estresse constante, a privação de sono e o consumo frequente de alimentos ultraprocessados também aceleram o envelhecimento cerebral e aumentam o risco de diversas doenças neurológicas”, explica.

A médica destaca que doenças como o Alzheimer resultam da interação entre fatores genéticos e ambientais. Nesse contexto, as escolhas feitas ao longo da vida têm um papel determinante.

“Existe um conceito chamado epigenética, que mostra que determinados hábitos podem modificar a expressão dos nossos genes. Uma pessoa pode ter predisposição genética para desenvolver Alzheimer, mas fatores como estresse crônico e privação de sono podem favorecer o aparecimento da doença. A boa notícia é que mudanças no estilo de vida também podem reduzir esse risco”, salienta.

Diferença entre esquecimentos ocasionais e sinais de alerta

Outro ponto importante é diferenciar esquecimentos ocasionais dos sinais que merecem investigação médica. Perder as chaves ou esquecer um compromisso esporadicamente nem sempre indica uma doença neurológica. O alerta surge quando as falhas de memória passam a comprometer a autonomia da pessoa e interferem nas atividades do dia a dia.

Além disso, perdas de memória repentinas ou episódios agudos de confusão mental exigem avaliação médica imediata, pois podem estar relacionados a condições neurológicas que necessitam de diagnóstico e tratamento precoces.

A especialista também reforça que manter o cérebro ativo ao longo da vida ajuda a construir uma maior reserva cognitiva, tornando-o mais resistente aos efeitos naturais do envelhecimento. Atividades como leitura, quebra-cabeças, sudoku, palavras-cruzadas e outros exercícios de estimulação mental são aliados importantes, especialmente quando associados à prática regular de atividade física.

“Quanto mais cedo estimulamos o cérebro e mantemos uma vida ativa tanto física como intelectualmente, maior é a nossa capacidade de criar novas conexões neurais. Essa reserva cognitiva funciona como um mecanismo de compensação, ajudando a preservar a memória e a independência no futuro”, pontua.

Para a neurologista, a principal mensagem do Dia Mundial do Cérebro é que envelhecer não significa, necessariamente, perder a memória.

“Precisamos entender que envelhecimento não é sinônimo de esquecimento. Muitas doenças que comprometem a memória podem ser prevenidas ou ter seu risco reduzido com escolhas feitas ainda na juventude. O futuro do nosso cérebro depende das decisões que tomamos hoje”, finaliza.

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UCS e Liga de Combate ao Câncer firmam parceria para criar espaço no Campus-Sede

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Local, no Bloco 70, será uma sala de exercícios para pacientes oncológicos.

Sempre preocupada com as necessidades da comunidade da Serra Gaúcha, a Universidade de Caxias do Sul estabeleceu uma parceria com a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Caxias do Sul para prestar cuidados a pacientes oncológicos dentro do Campus-Sede a partir da criação de uma academia de exercícios no Bloco 70.

O espaço será assistido por acadêmicos dos cursos da Área de Ciências da Vida. O trabalho é liderado pelos professores Pedro Lopez e Anderson Rech e pela médica oncologista Janaína Brollo. Os pacientes receberão orientação para uma rotina de exercícios adaptada à sua condição clínica individual. Inicialmente, serão atendidas mulheres com cânceres ginecológicos. Em um segundo momento, serão acolhidos pacientes com qualquer tipo de neoplasia. Os encaminhamentos serão realizados pelo Hospital Geral (HG).

As atividades na academia vão contar com a presença ativa dos pesquisadores que integram o Grupo de Pesquisa em Exercício para Populações Clínicas (GPCLIN), que reúne cerca de 60 acadêmicos. Os discentes do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) também estarão envolvidos.

Para o reitor da UCS, Asdrubal Falavigna, a parceria reforça a vocação comunitária da Instituição. “O conhecimento ganha seu verdadeiro sentido quando transforma a vida das pessoas. Este espaço representa a união entre o atendimento humanizado aos pacientes oncológicos e a formação de profissionais comprometidos com a excelência”.

A iniciativa é vanguardista no cuidado de pacientes oncológicos no Brasil. Lopez explica que poucos locais no país possuem uma estrutura especializada para esse atendimento. “Uma estrutura pensada dessa forma não é muito comum. Essa iniciativa é comparável a ações semelhantes que ocorrem na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália”, explica.

Para Roseana Pettinelli, presidente da Liga, o espaço será fundamental para colaborar no tratamento. “Será a oportunidade de unir a força da assistência que a Liga presta há mais de 40 anos ao conhecimento científico da Universidade. A academia oncológica vai proporcionar um atendimento baseado em evidências, contribuindo para a qualidade de vida durante o tratamento.” Além da academia, a Liga também vai contar com um espaço de acolhimento. “O projeto vai colocar o paciente no centro de tudo e demonstra que a união entre a UCS e a comunidade pode transformar vidas”, conclui.

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